Busca no Site

Interativos

Receba nossas novidades



Receber em HTML?

Enquete

Pessoas divorciadas devem ter acesso à Eucaristia?
 

Compartilhe este site

Faça um pedido de oração





  
Informe o código de segurança para confirmar:
 

Amor conjugal PDF Imprimir E-mail

AMOR CONJUGAL II - AMOR - É assunto inesgotável. O Amor entre o homem e a mulher é um tema fascinante. Só pelo Amor o homem se realiza plenamente.
Sem o AMOR o homem se empobrece, se consome e o espírito se esvazia.

A “Chave mágica do Amor” abre o coração para o outro e acontecem milagres. A felicidade adormecida no cárcere da solidão é acordada por um beijo e parte para a viagem. Ela transforma o amado em amante. Um coração em brasa incendeia o outro. Corações tocados pela magia do AMOR fazem a felicidade um do outro. O Amor aquece a união conjugal e remove as montanhas que aparecem em nosso caminho.

AMAR. Que significa Amar? Não é um simples impulso, uma emoção passageira. É um verbo de múltiplas e diversas acepções; algumas equívocas; outras... difíceis de conjugar. Se nós queremos amar como o Senhor nos amou, teremos que chegar ao fim do seu significado encerrado nestas palavras: “Ninguém tem mais Amor do que aquele que dá a vida pelo irmão” (Jo14 ,14).

PAIXÃO. É diferente do AMOR. É uma chama que arde e se extingue. A paixão nasce do encontro de corpos, o Amor do encontro de almas. A paixão avilta, o AMOR enobrece. A paixão empobrece e o Amor enriquece.

Prazer e Amor são realidades diferentes. O prazer muitas vezes é fruto do egoísmo. Onde há prazer, nem sempre há Amor. Não é o prazer que traz o Amor mas o Amor que traz a semente da verdadeira alegria. Quem souber semear Amor, o jardim de sua vida será recoberto de flores de alegrias.

O segredo da felicidade reside na ARTE de AMAR e na capacidade de sofrer. A felicidade é fruto do AMOR desprendido. Para saber AMAR não basta sonhar com o AMOR. É preciso elaboraração afim de construí-lo, defendê-lo, contra todos os perigos, sempre. Amor Conjugal é responsabilidade de cada cônjuge.

Na vida do AMOR há lutas, dificuldades, incompreensões, desentendimentos. Por mais que duas pessoas se amem, é aí que entra o respeito de um pelo outro.

A perda do AMOR é dolorosa, justamente por ser ele o mais excelente de todos os sentimentos. O sentimento amoroso envolve o homem todo: seu corpo, alma e espírito. Por isso, a mágoa do Amor é cruelmente dolorosa.

Quando Deus criou a mulher para que o homem não vivesse só, o homem exclamou: “Esta sim, é osso dos meus ossos é carne de minha carne. Ela será chamada Mulher!” “Por isso, o homem deixa seu pai e sua mãe , se une a sua mulher e eles se tornam uma só carne (Gn.2,18-24)”. Este é um lindo trecho da literatura universal. São verdades profundas. A partir da união do homem com a mulher, Deus criou a família. O homem é um ser pessoal e social. De todas as criaturas é a única capaz de Amar e estabelece forma de relação interpessoal privilegiada. A relação conjugal fundada no Amor entre um homem e uma mulher que aceitam um projeto de vida a dois, com os desafios que este projeto carrega consigo, é uma relação harmônica. Ressalta o texto bíblico na origem da união homem-mulher, uma ruptura necessária dos laços que os ligam às suas próprias famílias, para que a nova família seja uma realidade inédita e original, autônoma e criativa.

Há horas em que o Amor fraqueja, em que o outro se torna fardo pesado. Surge uma troca de palavras, desabafos, ou o que é pior, de silêncios que pesam mais que palavras. Há quedas, ofensas e estremecimentos. Como são boas essas quedas! Fazem bem! Tornamo-nos mais humildes, desconfiados. Desconfiamos de nós mesmos e nos tornamos vigilantes.

O Perdão torna o consorte mais semelhante a Cristo. É pela graça de Cristo que um perdoa o outro. O Perdão mútuo dos esposos, afervora-lhes o Amor e dá-lhes novo elã para aumentarem a união. Se ela tem temperamento difícil, sempre quer estar com a razão, gosta de dominar seu marido, o marido já irritado deve procurar manter a paciência e pedir-lhe desculpas pelas suas desatenções, pelas palavras ásperas, pelas suas constantes falhas ou até deslizes. Sempre usar a verdade como arma construtora do Amor. A mentira é arma destruidora do Amor e desmoronadora da família e da felicidade.

Marido e mulher têm falhas e um dos cônjuges deve tomar a nobre atitude de ser submisso na hora tempestuosa e pedir perdão para que a calmaria volte à família. Nunca devemos permitir que o tenebroso silêncio abale uma união conjugal. O silêncio é uma tortura para o Amor. Cada um é responsável para evitá-lo. A reconciliação é a “aliança de paz” após a “guerra”.

O perdão é sublime! Saber perdoar é divino!

O provérbio francês “vive la petite difference!” é significativo. “VIVA A PEQUENA DIFERENÇA!” Um machão considera a mulher como fêmea . Eles se diferenciam apenas pelos órgãos genitais. O pensamento , sentimento e percepção do homem e da mulher são diferenciados. Essa diferença é fonte de harmonia de tensão, de complementação e separação.

O sexo no homem é a área mais importante na sexualidade humana. Sexo é dom de Deus. O cristão não deve desprezar o sexo nem considerá-lo diabólico , mas tratá-lo com respeito e dignidade. Ele não presta apenas para a conservação da espécie. Pode expressar Amor e amadurecer. O sexo é a fonte do mais forte prazer. Quando ele foge ao seu contexto e é rebaixado a genitalidade há um abuso do sexo, tornando-o perigoso. A sexualidade é uma linguagem de Amor. O ato sexual é o sinal da íntima relação

entre o casal. O relacionamento de um ato conjugal requer um grande momento de Amor , de comunhão espiritual, psicológica e física. Aumenta o Amor entre os esposos, é fonte de energia, fator de união e canal de graças. Os instintos sexuais podem exercer poderes tenebrosos como os de uma ditadura. Alguém pode se aproveitar sexualmente do parceiro somente porque ele se sente solitário ou porque quer exercer o prazer do poder.

Especialistas afirmam: “cada um tem, ao menos inconscientemente, medo elementar do outro sexo. Cada um é tentado a explorar o sexo do outro para si.” Na luta dos sexos pelo poder cada um tem suas próprias armas. O homem é tentado a ver a mulher como objeto de sua concupiscência, ele tem a força física superior. Ele teme a mulher. Ela lhe é superior pela astúcia sedutora e por sua intuição. O ajustamento sexual é importante na vida do casal. Há dias em que um dos cônjuges é acordado e forçado a uma relação íntima. São atitudes desumanas Um deve respeitar o cansaço do outro. Isto é egoísmo e choca o parceiro. É importante a harmonia sexual. As “Horas de Amor” devem ser pontos altos na vida conjugal.

É fascinante o tema do Amor entre o homem e a mulher. O Amor começa com a satisfação que se encontra no outro. Ele cresce até que ambos magnetizados e eletrizados, se sentem atraídos mutuamente. Este prazer no outro é sentido como atração e promessa. Eles se prometem à grande felicidade. No relacionamento do sexo, devemos ver as coisas com profundidade. Deus abençoou o homem e a mulher e lhes disse: “sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra” (Gn1, 28) Do gesto da união pode surgir um novo homem. A doação amorosa entre homem e mulher torna-se assim aberta para a humanidade e para o futuro.

Pode-se, claro, gozar do sexo sem Amor. A sexualidade sem pudor se torna desumana, isto é, indigna do ser humano. Sexo, escolhe somente o corpo, para gozar mediante sentimentos picantes. Sexo quer dominar o prazer. O corpo do parceiro sexual é objeto do prazer, passa-tempo. Para isso, empregam técnicas sofisticadas para levar ao “superorgasmo”. O relacionamento sexual é um estar bem com alguém e usufruí-lo em alguns momentos passageiros. O Amor é diferente. Não é comprado nem consumido.Vive de ternura em primeiro lugar. O Amor é o mais belo dos sentimentos. Não é um simples e animalesco “acasalamento”.

Amar é a vocação que estimula as pessoas por inteiro, durante toda a vida: AMAR. Foi esse o programa de vida que Cristo recomendou a todos: “Eu amo você” não significa que eu preciso usá-la. O AMOR é a vocação fundamental de todo o ser humano.

O Sacramento do Matrimônio dá aos esposos a graça da indissolubilidade de viverem um para o outro, até que a morte os separe. Este Amor é inesgotável. É um Amor renovado mútuo, deve crescer sempre a cada dia. A união conjugal funda suas raízes no complemento natural que existe entre o homem e a mulher e se alimenta da vontade de compartilhar todo o seu projeto de vida, o que têm e o que são. Em Cristo, essa exigência humana vem assumida, purificada e elevada à participação com o Sacramento do Matrimônio.

O Espírito Santo infunde no casal uma nova comunhão de Amor que é a imagem viva e real da união de Cristo com a Igreja.

O Amor Conjugal exige fidelidade inviolável. “De modo que já não são dois, mas uma só carne” (Mt 19,6). A infidelidade, a poligamia , o divórcio, contradizem radicalmente essa comunhão, sendo causas de dissolução familiar.

O binômio, fidelidade-felicidade não tem apenas uma correspondência bilateral e recíproca a respeito do Amor Conjugal, mas também no que se refere aos filhos.

A vida a dois se enriquece através do diálogo conjugal e familiar. Cada cônjuge tem responsabilidade pelo crescimento espiritual e moral de seu consorte. É difícil o exercício do diálogo. Viver no diálogo significa crescer no Amor e na fraternidade. Casamento e família sofreram uma ruptura profunda no século XX. O casamento de hoje, desenvolve-se na direção : “parceria conjugal”. O respeito é essencial no casamento.

A sexualidade dos esposos não é um ato puramente biológico, mas é parte do Amor com o qual o homem e a mulher se comprometem totalmente entre si até a morte. O único lugar onde há doação total é no Matrimônio. Nele, o homem e a mulher têem selado um pacto de Amor Conjugal.

Os cônjuges devem se esforçar para conservar o respeito mútuo. Respeitar é acolher a maneira de ser o outro, é reconhecer a dignidade do seu cônjuge.

O interior de uma família é como uma vitrine transparente. Tudo aparece. Por isso, é necessário viver, no dia-a-dia familiar, utilizando as principais virtudes. A tolerância, o respeito, a compreensão, a solidariedade, a gentileza são importantes e ajudam no sucesso matrimonial.

O casal deve exercitar o diálogo diariamente observando sempre a verdade. Ambos, devem estar desarmados, sem desejo de vencer ou medo de ser vencido. Um deve procurar aceitar as limitações do outro. No viver quotidiano, onde tudo se torna mais fácil de discernir, precisamos ir aprendendo a vislumbrar, no fundo dos corações.

No relacionamento de vidas entram em jogo humores e sentimentos, a ponto de que quase não se pode evitar discussões. Os sentimentos se acumulam de tal modo que explodem. Claro, que não devemos engolir tudo silenciosamente. Uma discussão aberta no momento certo é conveniente para ambos.

É preciso abrir sinais de passagem livre, amável, cuidando muito da linguagem afetiva. É bom ouvirmos um apelido familiar pelo carinho que ele contém. Há expressões familiares que só as entendem os de casa, que “decifram” o segredo do cofre dos corações... É preciso utilizá-las, afetuosamente , no momento oportuno. As palavras de carinho, enternecem. Tão expressivos como a linguagem, são os gestos de delicadeza e solidariedade de um para com o outro.

Um pouco de ciúme é próprio do Amor. Quem ama quer a pessoa amada só para si. O ciúme é o medo de perder o Amor, falta de confiança em si mesmo. O excesso de ciúme é a quase falência do casamento. A conversa franca é aconselhável nesse caso. O tempo na união conjugal é o trunfo mais forte. Tempo é Amor. Quando juntos, todo o tempo é insuficiente. A pressa e a correria penetram na vida dos dois. Há falta de tempo para o Amor, para os diálogos em família. A “Lei do Amor Conjugal” é: comunhão e participação.

Um Amor compreendido em sua rica realidade sacramental é mais do que um contrato, possui características de ALIANÇA. Os cônjuges devem cultivar a Aliança de Amor integral, sem rupturas. A estabilidade nas relações entre pais e filhos é contagiante. Quando as demais famílias vêem como eles amam, nasce o desejo da prática de um Amor que une as famílias entre si, como sinal da unidade do gênero humano. Cresce assim a Igreja mediante a integração das famílias.

Essa pequena sociedade onde convivem juntos, durante muitos anos, dia e noite-, pais e filhos, irmãos e irmãs, constitui-se na escola de sabedoria humana e religiosa por excelência. Se ela falha, é muito difícil que as outras escolas supram essas deficiências. A cátedra da família ensina muitas coisas, mas, especialmente o AMOR. O Senhor, por um dom especial de graça e caridade, se dignou restaurar, aperfeiçoar e elevar o AMOR entre os esposos. Este AMOR , firmado pela fé mútua e consagrado pelo Sacramento de Cristo deve ser cultivado e conquistado todos os momentos da vida do casal” (Gaudium et Spes números 354,355 – Concílio Vaticano II). Nunca é demais dizer: “Eu amo você!” É a mais simples e bela saudação de Amor . Pensadores e poetas descrevem o Amor sem sondar seu âmago.

Quem sabe, o Amor é tão carregado de mistério quanto o próprio Deus?

REFLEXÃO: (A proposta da reflexão de hoje não é fazer desse momento uma sessão de “confissões”. Claro, que é reflexão para com a sua própria consciência, inclusive pq nossa proposta não é de avivar cicatrizes, mas de cicatrizá-las, sempre que possível.).

1- Quando ofendo meu cônjuge, consigo pedir perdão com humildade?

2-Procuro viver minhas atitudes de delicadeza, cuidados de afeição e de carinho conjugal?

3-Procuro viver a fidelidade nos meus pensamentos e desejos? Nesse sentido sou prudente e discreto nas minhas relações sociais, evitando situações que ponham em risco a felicidade?

4- Dedico-me à minha família como sendo a tarefa mais importante da minha vida?

Bibliografia- da 9a. Reunião de 23/09/97 e CNBB- II Enc. Mundial do Sto. Padre com as famílias de Maio/97 e Hora da Família- CNBB-1999

Paróquia São Francisco Xavier- Niterói, 27 de Agosto de 2002

Casal Coordenador do “Círculo Felicidade”: Abel e Lourdinha Passos (Casal Dirigente do Círculo de Casais).