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Catecismo - Parte III - Os Mandamentos PDF Imprimir E-mail


A VIDA EM CRISTO
O homem, desde a sua concepção, possui alma espiritual, inteligência e vontade; busca sua perfeição na procura e no amor da verdade e do bem. Assim, o homem está obrigado a seguir uma lei moral que o chama a fazer o bem e evitar o mal, mas como foi ferido em sua natureza pelo pecado original, está sujeito ao erro e inclinado ao mal no exercício de sua liberdade. As bem-aventuranças nos ensinam o fim último ao qual Deus nos chama: o Reino, a visão de Deus, a participação em Sua natureza, a vida eterna, a filiação e o repouso em Deus. A liberdade é o poder de agir ou não agir; alcança a perfeição do seu ato quando está ordenada para Deus, que é o Sumo-Bem. A consciência é o núcleo secretíssimo e o sacrário do homem, onde ele está sozinho com Deus e onde ressoa sua voz; o homem deve obedecer sempre ao juízo certo da consciência. A virtude é uma disposição habitual e firme de fazer o bem. Existem quatro virtudes cardeais: a prudência, a justiça, a fortaleza e a temperança. Existem também três virtudes teologais: a fé, a esperança e a caridade. Existem, ainda, as virtudes morais, que crescem pela educação, pela prática e pelo esforço. Fora as virtudes, também o Espírito Santo concede aos cristãos sete dons: sabedoria, inteligência, conselho, fortaleza, ciência, piedade e temor a Deus. Porém, também existe o pecado, que é um ato contrário à razão, ferindo a natureza humana e ofendendo a solidariedade; a raiz do pecado está no coração do homem. Este, vivendo em sociendade, deve participar dela e promover a justiça social.

A SALVAÇÃO DE DEUS
A Lei é uma instrução paterna de Deus, onde apresenta os caminhos para a felicidade e proscreve os caminhos do mal, mas somente Cristo ensina e concede a justiça de Deus. A nossa justificação foi merecida pela Paixão de Cristo, sendo-nos concedida pelo batismo. A graça santificante, que nos torna agradáveis a Deus, é dom gratuito que Deus nos faz de sua vida e é infundida pelo Espírito Santo em nossa alma para curá-la do pecado e santificá-la. Nosso mérito em face de Deus consiste apenas em seguir o seu livre desígnio de associar o homem à obra de sua graça; o mérito pertence à graça de Deus em primeiro lugar e à colaboração do homem em segundo lugar; assim, cabe a Deus o mérito humano.

OS DEZ MANDAMENTOS
Jesus atestou a perenidade do Decálogo praticando-o e pregando-o. Fiel às Escrituras e conforme o exemplo de Jesus, a Igreja reconheceu no Decálogo um significado e uma importância primordiais. O Decálogo forma uma unidade orgânica, onde cada mandamento remete a todo o conjunto. Transgredir um mandamento é infringir toda a Lei.

O PRIMEIRO MANDAMENTO
"Amarás ao Senhor teu Deus de todo o coração, de toda a alma e de todo o entendimento"
Este mandamento convida o homem a crer em Deus, a esperar nele e a amá-lo acima de tudo. O homem tem o dever de cultuar e adorar a Deus, tanto individualmente quanto em sociedade. A superstição é um desvio do culto que rendemos ao verdadeiro Deus, demonstrando-se na idolatria, na adivinhação e na magia. Também são pecados contra o primeiro mandamento: o ateísmo, o sacrilégio, a simonia e a ação de tentar a Deus, seja por palavras ou por atos. O culto às imagens sagradas não contraria o primeiro mandamento porque a honra prestada a elas é de veneração e respeito, e não adoração, que cabe somente a Deus.

O SEGUNDO MANDAMENTO
"Não pronunciarás em vão o nome do Senhor teu Deus"
Este mandamento prescreve respeitar o nome do Senhor, que é Santo. Proíbe, assim, o uso impróprio ou injuriosa do nome de Deus. O juramento falso invoca Deus como testemunha de uma mentira e, por isso, é falta grave.

O TERCEIRO MANDAMENTO
"Lembra-te do dia do sábado para santificá-lo".
O sábado, que representava o término da Criação, foi substituído pelo domingo, dia da ressurreição de Cristo. Nesse dia e também nos dias de festa de preceito, os fiéis devem participar da missa, abstendo-se das atividades e negócios que impeçam o culto a Deus. A instituição do domingo contribui para que todos tenham tempo de repouso e lazer suficientes para lhes permitir cultivar sua vida familiar, cultural, social e religiosa.

O QUARTO MANDAMENTO
"Honra teu pai e tua mãe".
Além de honrá-Lo, Deus quer que honremos nossos pais e aqueles a quem deu autoridade para o nosso próprio bem. O casamento e a família estão ordenados para o bem dos cônjuges, a procriação e a educação dos filhos. Os pais são os primeiros responsáveis pela educação dos filhos, provendo-os de suas necessidades físicas e espirituais, inclusive a transmissão da fé, da oração e das virtudes, e também devem respeitar e favorecer a vocação de seus filhos no seguimento a Cristo. São deveres dos filhos quanto a seus pais: respeito, gratidão, ajuda e justa obediência. De forma quase semelhante dá-se a relação entre a autoridade pública e seus cidadãos. O poder público tem a obrigação de respeitar os direitos fundamentais da pessoa humana, garantindo-lhe a liberdade; já o cidadão deve colaborar com o poder público para edificar a sociedade sobre a verdade, a justiça, a solidariedade e a liberdade. Sem a luz do Evangelho, a sociedade facilmente se transforma em totalitária. Assim, o cidadão está obrigado, em consciência, a não seguir as prescrições das autoridades quando estas são contrárias às exigências morais (cf. At 5,29).

O QUINTO MANDAMENTO
"Não matarás".
Desde o momento da concepção até a morte, a vida humana é sagrada já que foi criada à imagem e semelhança do Deus vivo e santo. Por isso, assassinar um ser humano é gravemente contrário à dignidade da pessoa e à santidade do Criador, exceto quando em legítima defesa, quando se tira de um opressor injusto a sua possibilidade de prejudicar. O aborto é uma prática infame, totalmente contrária à lei moral, que tira de um ser inocente o seu direito à vida, que obteve a partir da concepção; por isso a Igreja pune este crime com a excomunhão. Da mesma forma a eutanásia voluntária, seja qual for o motivo, constitui um assassinato por ser gravemente contrária à dignidade humana e ao Deus vivo, seu Criador. Também se enquadra neste mandamento o suicídio, porque é gravemente contrário à justiça, à esperança e à caridade. A Igreja e a razão humana declaram a permanente validade da lei moral durante os conflitos armados, contra os crimes de guerra; por isso, a guerra deve ser sempre evitada, bem como a corrida armamentista, praga que lesa intoleravelmente os pobres.

O SEXTO MANDAMENTO
"Não cometerás adultério".
O amor é a vocação fundamental e originária do ser humano. Conforme distribuído por Deus, cada um, homem e mulher, deve reconhecer e aceitar sua identidade sexual. A aliança que os esposos contraíram livremente implica um amor fiel, que obriga a um casamento indissolúvel. O adultério, o divórcio, a poligamia e a livre união são ofensas graves à dignidade do matrimônio. Quanto à castidade, da qual Jesus é o modelo, significa a integração da sexualidade na pessoa, incluindo a aprendizagem do domínio pessoal; todo batizado é chamado a levar uma vida casta, cada qual segundo seu próprio estado de vida; são pecados graves contra a castidade: a masturbação, a fornicação, a pornografia e as práticas homossexuais.

O SÉTIMO MANDAMENTO
"Não roubarás".
Este mandamento prescreve a prática da justiça e da caridade na administração dos bens terrenos e dos frutos do trabalho humano. O roubo é a usurpação de um bem de outrem contra a vontade do proprietário. Isso abrange muitas coisas: a lei moral proíbe a servidão humana, pois o homem não é um mero objeto; os animais foram confiados aos homens e não devem ser maltratados; a vida econômica e social foram feitas para o homem e não o inverso, por isso a Igreja emite juízo em matéria econômica e social, quando os direitos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas o exigem, em razão de sua ordenação ao Sumo Bem. Quanto à esmola dada aos pobres, é um testemunho de caridade fraterna e também prática de justiça que agrada a Deus.

O OITAVO MANDAMENTO
"Não prestarás falso testemunho contra teu próximo".
A verdade é a virtude que consiste em mostrar-se verdadeiro no agir e no falar, afastando-se da duplicidade, simulação e hipocrisia. Toda falta cometida contra a verdade exige reparação. A mentira consiste em dizer o que é falso, com a intenção de querer enganar o irmão, que tem direito à verdade. A Igreja orienta para que os meios de comunicação social sejam usados com moderação e disciplina porque a sociedade tem direito a uma informação fundada na verdade, na liberdade e na justiça.

O NONO MANDAMENTO
"Não cobiçarás a mulher do teu próximo".
Este mandamento adverte contra a concupiscência carnal. Essa luta exige a pureza do coração e a prática da temperança, isto é, a oração, a prática da castidade, a pureza da intenção e do olhar, o pudor. Devemos nos lembrar que somente aqueles que tiverem o coração puro é que verão a Deus (cf. Mt 5,8).

O DÉCIMO MANDAMENTO
"Não cobiçarás coisa alguma que pertença a teu próximo".
Este mandamento proíbe a ambição desregrada, nascida da paixão imoderada das riquezas e do poder, que leva a um vício capital: a inveja, que pode ser combatida pela benevolência, humildade e abandono à Providência Divina. O desapego das riquezas é requisito essencial para entrar no Reino dos Céus (cf. Lc 6,20).