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VOCAÇÃO e SACERDÓCIO DOS LEIGOS ! PDF Imprimir E-mail
O Concílio Vaticano II dedicou um Decreto ao Apostolado dos Leigos (Apostolicam Actuositatem), cuja importância e actualidade vem descrita no Proémio que começa assim :

- l. O sagrado Concílio, desejando tornar mais intensa a actividade apostólica do Povo de Deus, volta-se com muito empenho para os cristãos leigos, cujas funções próprias e indispensáveis na missão da Igreja já em outros lugares recordou. Com efeito, o apostolado dos leigos, que deriva da própria vocação cristã, jamais poderá faltar na Igreja.

E o Proémio termina assim :

- No presente Decreto, o Concílio entende ilustrar a natureza, a índole e a variedade do apostolado dos leigos, bem como comunicar os princípios fundamentais e dar as orientações pastorais para o seu mais eficaz exercício; tudo isto deverá servir de norma na revisão do Direito canónico na parte que diz respeito ao apostolado dos leigos.

Assim, o Direito canónico legislou a respeito dos leigos :

* Noção ou definição de leigos. (Cân.207 § l).

* Direitos e deveres dos leigos. (Câns.224-231).

* Acção dos leigos na Igreja e no mundo. (Cân.275 § l).

* Associações de leigos.(Câns.312-329).

* Cooperação dos leigos com os Párocos. (Cân.529 § 2).

* Cooperação com os Bispos e os Presbíteros no ministério da palavra. (Cân.759).

* E na pregação nas Igrejas.(Cân.766).

* Como catequistas.(Cân.785).

* Nos ministérios de acólito e leitor.(Cân.230).

* Na celebração eucarística.(Câns.899 § 2 e 907).

* Como ministros extraordinários da exposição e reposição do SS. Sacramento(mas não a bênção). (Cân.943).

* Administradores de causas pias.(Cân.956).

Por sua vez o Catecismo da Igreja Católica, ao tratar dos Fiéis de Cristo, dentro da Hierarquia, inclui em segundo lugar os Leigos e começa por definir :

Mais explicitamente sobre a vocação do leigos, diz o Catecismo da Igreja Católica :

898. - "A vocação dos leigos consiste em procurar o reino de Deus precisamente através das realidades temporais e ordenando-as segundo Deus [...]. Pertence-lhes, de modo particular, iluminar e orientar todas as realidades temporais a que estão estreitamente ligados, de tal modo que elas sejam realizadas e prosperem constantemente segundo Cristo, para glória do Criador e Redentor" (LG31).

E o Catecismo da Igreja Católica continua a citar o Concílio Vaticano II sobre a Vocação dos Leigos :

901. - "Em virtude da sua consagração a Cristo e da unção do Espírito Santo, os leigos recebem a vocação admirável e os meios que permitem ao Espírito produzir neles frutos cada vez mais abundantes. Todas as suas actividades, orações, iniciativas apostólicas, a sua vida conjugal e familiar, o seu trabalho de cada dia, os seus lazeres de espírito e de corpo, se forem vividos no Espírito de Deus, e até as privações da vida se pacientemente suportadas, tudo se transforma em 'sacrifício espiritual, agradável a Deus por Jesus Cristo'(l Pe.2/5). Na celebração eucarística, todas estas oblações se unem à do Corpo do Senhor para serem piedosamente oferecidas ao Pai. É assim que os leigos consagram a Deus o próprio mundo, prestando-Lhe por toda a parte, na santidade da sua vida, um culto de adoração" (LG 34).

E assim, os leigos participam da função sacerdotal, profética e real de Cristo e são, em virtude dos dons que lhes foram concedidos, ao mesmo tempo testemunhas e instrumentos vivos da missão da própria Igreja, "segundo a medida do dom de Cristo". (Ef .4/7).

É absolutamente necessário que cada fiel leigo tenha sempre viva consciência de ser um "membro da Igreja", a quem se confia um encargo original insubstituível e indelegável, que deverá desempenhar para bem de todos.

Nesta perspectiva, assume todo o seu significado a afirmação conciliar sobre a necessidade absoluta do apostolado de cada pessoa :

"O apostolado que cada qual há-de exercer e que deriva de uma vida verdadeiramente cristã(cf.Jo.4/14), é origem e condição de todo o apostolado dos leigos, mesmo colectivo, e nada o pode substituir. A este apostolado, sempre e em toda a parte proveitoso e em certas circunstâncias o único adequado e possível, são chamados e, por isso, obrigados todos os leigos, de qualquer condição, mesmo que não tenham oportunidade ou possibilidade de colaborar nas associações" (AA 15-16).

No apostolado pessoal há grandes riquezas que devem ser descobertas em ordem à intensificação do dinamismo missionário de cada fiel leigo.

Com essa forma de apostolado, a irradiação do Evangelho pode tornar-se mais capilar, chegando a todos os lugares e ambientes com os quais está em contacto a vida quotidiana e concreta dos leigos.

Trata-se, além disso, de uma irradiação constante, porque ligada à contínua coerência da vida pessoal com a fé; e também de uma irradiação particularmente incisiva, porque, na total partilha das condições de vida, do trabalho, das dificuldades e esperanças dos irmãos, podem os fiéis leigos atingir o coração dos seus vizinhos, amigos ou colegas, abrindo-o ao horizonte total e ao sentido pleno da existência : a comunhão com Deus e entre os homens.

SACERDÓCIO DOS LEIGOS

O Catecismo da Igreja Católica, citando por inteiro o Código do Direito Canónico, Cân. 204 § l, diz :

871. - "Os fiéis de Cristo são aqueles que, incorporados em Cristo pelo Baptismo, constituem o povo de Deus, e que, por esta razão, participam a seu modo na função sacerdotal, profética e real de Cristo, sendo chamados a exercer, cada qual segundo a sua própria condição, a missão que Deus confiou à Igreja para cumprir neste mundo".

Em virtude do Baptismo, portanto, todos os cristãos têm uma função e uma dignidade sacerdotal.

E citando a Constituição Dogmática do Vaticano II sobre a Santa Igreja, o Catecismo da Igreja Católica dá uma definição do que são os leigos :

897. - "Por leigos entendem-se aqui todos os cristão que não são membros duma ordem sacra ou do estado religioso reconhecido pela Igreja, isto é os fiéis que, incorporados em Cristo pelo Baptismo, constituídos em povo de Deus e feitos participantes, a seu modo, da função sacerdotal, profética e real de Cristo, exercem, pela parte que lhes toca, na Igreja e no mundo, a missão de todo o povo cristão". (cf LG.31).

Com Cristo Sacerdote e Cabeça de todo o sacerdócio, os leigos oferecem a Deus o culto o sacrifício e a glória como diz ainda o Catecismo da Igreja Católica:

1141. - A assembleia que celebra é a comunidade dos baptizados, que, "pela regeneração e a unção do Espírito Santo, são consagrados para ser uma casa espiritual e um sacerdócio santo, para oferecerem sacrifícios espirituais"(LG.10). Este "sacerdócio comum" é o de Cristo, único sacerdote, participado por todos os seus membros :

É desejo ardente da mãe Igreja que todos os fiéis che­guem àquela plena, consciente e activa participação nas celebra­ções litúrgicas que a própria natureza da Liturgia exige e que é, por força do Baptismo, um direito e um dever do povo cristão, "raça escolhida, sacerdócio real, nação santa, povo adquirido". (l Pe.2/9).

O seu papel na celebração Eucarística reflecte mais claramente as suas funções sacerdotais.

Aí eles participam com o presidente da celebração - um membro sagrado pela Ordenação sacramental - unindo-se ao Sacrifício de Cristo.

Esta acção leva-os a aceitar e a oferecer todos os sacrifícios e os dons das suas vidas.

Segundo a doutrina do Vaticano II, é importante todavia notar que tanto o sacerdócio ministerial como o sacerdócio dos leigos estão enraizados no sacerdócio único de Jesus Cristo, e há entre eles uma diferença essencial e não apenas em grau :

- O sacerdócio comum dos fiéis e o sacerdócio ministerial ou hierárquico, embora se diferenciem essencialmente e não apenas em grau, ordenam-se mutuamente um ao outro.(LG 10).

E o Catecismo da Igreja Católica explica como :

1547. - Enquanto o sacerdócio comum dos fiéis se realiza no desenvolvimento da vida baptismal, vida de fé, esperança e caridade, vida segundo o Espírito, o sacerdócio ministerial está ao serviço do sacerdócio comum, diz respeito ao desenvolvimento da graça baptismal de todos os cristãos. É um dos meios pelos quais Cristo continua a construir e a guiar a sua Igreja. E é por isso que é transmitido por um sacramento próprio, que é o sacramento da Ordem.

Em muitas circunstâncias os leigos, ainda que em ministérios da Igreja, têm apenas voto consultivo.