Números Católicos

No dia 3 de fevereiro, o Papa João Paulo II apresentou os dados do “Anuário Pontifício 2004”(1), que contém resultados de uma espécie de “censo” realizado pela Igreja. São estes dados(2) que passaremos a contemplar a partir de agora:

 

Os católicos no mundo no ano 2002 ascenderam a 1,071 bilhão em comparação aos 757 milhões de 1978.

 

Durante o ano 2003, segundo estes dados, o Santo Padre criou 30 novos cardeais e foram nomeados 175 novos bispos.

 

Os dados do volume, que recolhem os números relativos ao ano 2002, revelam que de uma população mundial de 6,212 bilhões, os católicos batizados são 1,071 bilhão, ou seja, 17,2% da população mundial.

 

Já a distribuição dos católicos no mundo está assim: 50% estão no continente americano; 26,1% na Europa; 12,8% na África; 10,3% na Ásia e 0,8% na Oceania.

 

Já a proporção de católicos de acordo com a população de cada continente é a seguinte: 62,4% na América; 40,5% na Europa; 26,8% na Oceania; 16,5% na África e 3% na Ásia.

 

As pessoas que atualmente estão comprometidas com a atividade pastoral são 4.217.572, número ligeiramente inferior ao do ano anterior (4.270.069), e estão distribuídas deste modo: 4.695 bispos; 405.058 sacerdotes (dos quais 267.334 são diocesanos); 30.097 diáconos permanentes; 54.828 religiosos não-sacerdotes; 782.932 religiosas (das quais 51.371 são monjas de vida contemplativa); 28.766 membros de institutos seculares; 143.745 missionários leigos e 2.767.451 catequistas.

 

Com respeito à situação de 2001, o número de sacerdotes em seu conjunto permaneceu estável (405.067 em 2001). Se dá um aumento no número de sacerdotes diocesanos (de 266.448 em 2001 a 267.334 em 2002) e uma diminuição no de sacerdotes religiosos (de 138.619 em 2001 a 137.724 em 2002). Aumentou no último ano o número de diáconos permanentes (3,1%) e de missionários leigos (3,4%). Diminuiu ligeiramente o número de religiosas e de catequistas.

 

No ano 2002 havia 112.982 seminaristas maiores. Comparados com os 112.244 de 2001, se pode constatar um aumento de 0,7%. Aumentam os candidatos ao sacerdócio nos continentes africano (+5,8%) e no americano (+1,4%), enquanto que na Europa e na Ásia seu número diminui ligeiramente.

 

Comentando…

 

Nos assusta saber que cinco bilhões e cento e quarenta e um milhões, ou seja, quase oitenta e três por cento da população mundial desconhece a Igreja e seus ensinamentos sagrados.

 

Nos assusta saber que temos apenas quatrocentos e cinco mil e sessenta e sete sacerdotes, ou seja, mais de quinze milhões de pessoas para cada padre.

 

Nos assusta saber que temos tanta terra para desbravar, como a Ásia onde temos ínfimos 3% de católicos…

 

Contudo, nos tranqüiliza saber que Jesus prometeu sua assistência diária à obra de evangelização(3), que é fundada sobre um sólido alicerce(4).

 

E a Palavra de Deus, através do Apóstolo Paulo, grande evangelizador dos pagãos, garante que todos serão convertidos ao Evangelho de Cristo: primeiro todas as nações e por último Israel(5).

 

Com esta garantia da Palavra Divina nos tranqüilizamos, porém, esta tranqüilidade de fé não pode nos levar a um comodismo na prática.

 

É muito importante que a Igreja (e isto quer dizer todos nós) saiba perceber os tempos e os momentos providenciados pela graça de Deus para destemidamente com fé, anunciar o Salvador de todos, como observa o Apóstolo de nossos tempos, João Paulo II: “O número daqueles que ignoram Cristo e não fazem parte da Igreja está em contínuo aumento; mais ainda: quase duplicou, desde o final do Concílio (Vaticano II). A favor desta imensa humanidade, amada pelo Pai a ponto de lhe enviar o seu Filho, é evidente a urgência da missão. Por outro lado, a época que vivemos oferece, neste campo, nova oportunidades à Igreja: a queda de ideologias e sistemas políticos opressivos; o aparecimento de um mundo mais unido, graças ao incremento das comunicações; a afirmação cada vez mais freqüente entre os povos, daqueles valores evangélicos que Jesus encarnou na sua vida: paz, justiça, fraternidade, dedicação aos mais pequenos; um tipo de desenvolvimento econômico e técnico sem alma, que, em contrapartida, está criando necessidade da verdade sobre Deus, o homem e o significado da vida. Deus abre, à Igreja, os horizontes de uma humanidade mais preparada para a sementeira evangélica. Sinto chegado o momento de empenhar todas as forças eclesiais na nova evangelização e na missão ad gentes. Nenhum crente, nenhuma instituição da Igreja se pode esquivar deste dever supremo: anunciar Cristo a todos os povos”(6).

 

Que assim seja!

 

Bendigamos ao Senhor.

Demos graças a Deus.

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(1) O “Anuário Pontifício” é editado pela Livraria Editorial Vaticana e proximamente estará disponível nas livrarias que distribuem seus livros.

(2) Publicados no site zenit.com.

(3) cf. Mt 28,20.

(4) 2ª Tm 2,18-19.

(5) cf. Rm 11,25.

(6) Carta Encíclica Redemptoris Missio, 3.

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