Setembro – Mês da Bíblia

A palavra Bíblia deriva da terminologia grega e significa “os livros”.  É comparada
a uma biblioteca por possuir: cartas, orações, salmos, poemas, biografias,
doutrinas, leis, profecias... São vários livros dentro de um mesmo e único livro: a
Bíblia. Trata da história de um povo oprimido e da ação de Deus em seu favor.
Evidencia a antiga e a nova aliança. Tem o intuito de mostrar o porquê dos
acontecimentos, e não descrever como verdadeiramente ocorreram, daí a importância de
se levar em conta seus aspectos literários, históricos, doutrinários e cristãos.
Mas, sinceramente, não sou a pessoa mais indicada para discorrer acerca desses
aspectos todos, devendo haver aqueles que brilhantemente poderiam faze-lo melhor do
que eu. Meu objetivo é bem mais modesto, e se resume em relatar a minha experiência
pessoal com a Sagrada Escritura.

Quando era jovem, a Bíblia parecia algo fascinante para mim pois era grande, e eu
pensava que se conseguisse lê-la toda, seria uma campeã de leitura. O tempo foi
passando e, por mais que me esforçasse, nunca saia de algumas poucas páginas. Acabei
me conformando e aceitando ler apenas os quatro evangelhos, mais fáceis de entender.
Mesmo assim, não via muita graça, achava interessante a história de Jesus e seu
poder em operar milagres, no entanto, a Bíblia continuava tendo para mim apenas um
caráter informativo. Depois de alguns anos, eu a abandonei em uma gaveta e
simplesmente dei o assunto por encerrado, afinal, já conhecia a história de Jesus.
Enfrentei muitas situações difíceis e sempre encontrava pessoas que me diziam buscar
consolo na Bíblia. Ainda assim não acreditava nisso, pois achava impossível um livro
confortar alguém. Nos momentos de depressão e tormento eu rogava a Deus que me
apontasse uma alternativa, mas Ele parecia não me escutar. Indignada com o Senhor,
busquei na Bíblia alguma palavra na qual pudesse me apegar: “Instruir-te-ei e
ensinar-te-ei o caminho que deves seguir, guiar-te-ei com meus próprios olhos” (Sl
31, 8). Sim, eu escrevi tais palavras em um papel branco e toda a vez que olhava
para elas eu dizia: - Olha a sua promessa; olha a sua promessa... cobrando de Deus
um posicionamento frente às minhas angústias. E não é que Ele me atendeu?! Mostrou
o caminho, guiou meus passos e, ainda hoje, continua a me instruir.
Meu relacionamento com a Bíblia nunca mais foi o mesmo, pois eu olhava para ela e
ela olhava para mim, eu fazia indagações e ela me apresentava respostas. Eu já não
lia a Bíblia, mas conversava com ela e ela comigo. Passamos a ter um relacionamento
íntimo e a cada dia ela me ensina mais e mais. Hoje eu escuto a Bíblia e não apenas
a leio. Mesmo assim, não alcancei ainda o objetivo da minha juventude, ou seja, não
consegui lê-la inteira. Só que hoje, meu propósito não é mais esse e sim aproveitar
ao máximo o que ela tem a me ensinar. Se você lê a Bíblia e ela não lhe diz nada, ou
é apenas informativa como era para mim, um conselho: seja persistente! Leia
pequenos trechos, às vezes, apenas um versículo, e medite sobre ele. Feche seus
olhos, silencie sua mente, seu coração e procure ouvir o que sua voz interior tem a
lhe dizer sobre aquilo que acabou de ler. Ouça, e pode ter certeza, é o Espírito de
Deus falando com você!
Maria Regina Canhos Vicentin é Psicóloga e Autora dos Livros: “Buscando a
Felicidade” – Editora Celebris e “Sementes de Esperança” – Editora Santuário.
E.mail: mrghtin@ig.com.br - Home Page: www.meguia.net/buscandoafelicidade .

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