JOÃO PAULO II

     Com um só nome ele uniu-se a dois grandes apóstolos de Jesus Cristo. E uniu-se
não apenas pela junção das palavras, mas pela junção de sua vida à sua fé.
Ele foi o João, discípulo amado de Cristo, que desde jovem trocou seus caminhos
e suas verdades particulares de vida, por Aquele que é o Caminho, a Verdade e a
Vida. Foi o João carinhoso, que quis estar com as pessoas, uma por uma (cf. 3Jo
15). Foi o João perseverante na fé, único discípulo a ficar até o fim diante da
Cruz. Foi o João profundamente tocado por Maria, Mãe que Cristo mesmo entregou
a seus cuidados. Foi o “João de Deus”, que nós brasileiros gostávamos de
cantar.
E foi também o Paulo peregrino, que levou ao mundo o Evangelho. Visitou nações,
pregou a Paz. Foi o Paulo perseguido, proibido de entrar na Rússia e na China
comunista. O Paulo enérgico, que não se dobrou a pressões contrárias à Verdade
que liberta. Foi o Paulo do bom combate, da corrida completada, guardião da fé.
Foi o João e o Paulo, mártir do sofrimento e da fraqueza da natureza humana,
mas que disse: “Estou feliz, estejam vocês também”, pois é na fraqueza que se
mostra a fortaleza vinda da graça divina. Homem feliz, pois sabia que seu
sofrimento era unido ao sofrimento de Cristo a favor da Igreja e do mundo (cf.
Cl 1,24).
É o João Paulo II, homem vigoroso na oração, que era capaz de passar uma noite
inteira em adoração a Jesus Sacramentado. Homem que deixa profundamente
marcadas no mundo suas pegadas que dirigem seus seguidores ao coração de Deus.
Papa não só dos católicos, mas de todos, pois todos se reuniram ao seu redor. O
Santo Padre que encerrou sua vida terrestre como se encerram a Sagrada
Escritura e qualquer oração: “Amém”, foi sua última palavra, pois sua vida nada
mais foi do que uma grande oração...

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