Finalmente…

Finalmente que os nossos jovens vão deixar de andar na ignorância no que respeita ao sexo, uma vez que tal assunto vai fazer parte de uma disciplina obrigatória, chamada «Educação sexual», ministrada nas Escolas bem cedo (!). Quando eu digo bem cedo refiro-me ao começo do 2º Ciclo do Ensino Básico onde se prevê que tal disciplina seja incluída.
 
Ora, para mim, essa medida tomada agora pelos responsáveis do Ensino atenta contra a liberdade das Famílias que entendem, e muito bem, que tal educação só a elas compete, além de atingir as raias do  ridículo, pois que ministrar Educação sexual a jovens de 10 anos é cometer vários erros crassos. Primeiro: a Educação sexual deve ser ministrada na Família, como já referi, e não tem idade, mas sim oportunidade; basta que uma criança de 4 anos tenha a notícia da chegada de um irmão para que os pais já possam começar a Educação sexual, com aquele peso e medida que só eles conhecem, porque conhecem o desenvolvimento do filho. Segundo: porque uma Educação sexual correcta exige um conjunto de valores que podem, na Escola, não estar em consonância com os da Família e então a confusão que se gera nos jovens é enorme, como são enormes as consequências desastrosas de tal actuação. Terceiro: a Educação sexual deve ser personalizada e deve ser rodeada de um ambiente de intimidade (não de tabú), que exige a sublimidade do assunto. Por último, só a muita ingenuidade, para não lhe chamar outra coisa, pode levar a introduzir aos 10 anos uma disciplina que versa um assunto onde muitos dos visados já são «doutores», infelizmente, pois que os meios de comunicação, sobretudo a TV, já os «educou» há muito…
 
O Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa publicou uma Nota sobre este assunto onde se pode ler: “É preciso, educar para o amor e para a responsabilidade, para a generosidade e para o Dom, para a gratuidade e para a ternura, de modo a descobrir uma vivência sadia e generosa da sexualidade. É neste contexto que se deve situar uma correcta educação sexual, que não pode limitar-se à simples informação dos mecanismos da sexualidade humana e dos meios de evitar a concepção".
 
Deixemos as coisas como estão. A Escola na disciplina de Ciências da Natureza encarrega-se de informar como funciona o organismo humano e neste caso concreto o aparelho reprodutor, deixando o principal, como seja a educação para a castidade, o respeito pelo próprio corpo e pelo dos outros, a responsabilidade que o uso do sexo acarreta, a noção exacta de liberdade que baliza ou deve balizar o comportamento dos jovens, para deixarmos de ser o país que mais mães solteiras e adolescentes tem, etc. para a Família.
 
É caso para dizer: “Não suba o sapateiro acima da chinela…”

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