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Celibato dos Sacerdotes
 

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ANO DA EUCARISTIA PDF Imprimir E-mail
Escrito por marcelo augusto   

CARTA AO POVO DE DEUS
ANO DA EUCARISTIA

Ao Rev.mo Clero,
Aos prezados irmãos e irmãs em Cristo,

O Ano da Eucaristia, proclamado pelo Papa João Paulo II, inicia-se com o Congresso Eucarístico Internacional, de 10 a 17 de outubro de 2004, em Guadalajara (México) e se concluirá com o Sínodo dos Bispos, que se realizará em Roma, em outubro de 2005, e terá como tema A Eucaristia: fonte e ápice da vida e da missão da Igreja.

A Arquidiocese de Vitória da Conquista acolhe o Ano da Eucaristia como momento especial de graça. Além das muitas iniciativas que serão realizadas pelas Paróquias e Vicariatos, em nossa Arquidiocese queremos dar especial destaque aos seguintes aspectos:

1. A Celebração da Eucaristia

· Especialmente os ministros ordenados empenhem-se sempre mais para que a Celebração da Eucaristia seja de fato o cume e a fonte da vida da Igreja e de cada cristão. Por meio de uma adequada pastoral litúrgica, continuem a esforçar-se para que a necessária participação dos fiéis nos sagrados mistérios seja ativa, consciente, plena, frutuosa, interna e externa, como nos ensina o Vaticano II na Constituição Sacrosanctum Concilium.

· Com o Santo Padre, “sinto o dever de fazer um veemente apelo para que as normas litúrgicas sejam observadas, com grande fidelidade, na celebração eucarística” (EE n.52). Por isso, recomendo vivamente que todos os ministros ordenados retomem atentamente o estudo da nova Instrução Geral sobre o Missal Romano (IGMR), em sua terceira edição típica. Empenhem-se também, com zelo pastoral, em coibir os abusos que, às vezes, até por influências externas, têm sido introduzidos nas celebrações litúrgicas especialmente na Santa Missa. Seja dada a devida atenção à Instrução Redemptionis Sacramentum - sobre algumas coisas que devem ser observadas e evitadas a respeito da Santíssima Eucaristia, recentemente promulgada pela Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos.

· A celebração de tão grande mistério exige o máximo decoro na postura dos ministros, nas vestes litúrgicas, nos trajes dos(as) que servem ao altar, bem como na ornamentação e disposição do espaço celebrativo. Em tudo haja bom gosto, sobriedade, simplicidade e autenticidade. A esse respeito é bom retomar o que diz a IGMR (n. 288 a 318 e 325 a 351).

· Observe-se rigorosamente o que estabelece o Documento do Primeiro Sínodo Diocesano de Vitória da Conquista, tendo em vista especialmente os números 181 a 194.

· Tendo presente as orientações do Magistério e as insistentes recomendações do Santo Padre, sobretudo em suas Cartas Apostólicas Dies Domini e Novo Millennio Ineunte e na Encíclica Ecclesia de Eucharistia, os pastores empenhem-se em cultivar o sentido do Domingo, como Dia do Senhor, recordando aos fiéis a obrigação de participar da Santa Missa, a não ser que tenham um impedimento grave (cf. EE n.41).

2. O Culto Eucarístico

· Compete aos pastores, inclusive pelo testemunho pessoal, estimular o culto eucarístico, de modo particular as exposições do Santíssimo Sacramento e também as visitas de adoração a Cristo presente sob as espécies eucarísticas, pois, o culto prestado à Eucaristia é de um valor inestimável na vida da Igreja, e está ligado intimamente com a celebração do sacrifício eucarístico (cf. EE n.25).

· Para que o culto eucarístico se realize de acordo com as orientações do Magistério da Igreja, promova-se o estudo das Introduções que se encontram no Ritual Romano: A Sagrada Comunhão e o Culto do Mistério Eucarístico fora da Missa. A esse respeito, leve-se sempre em consideração o que diz o Sínodo Diocesano (n. 195).

· A Solenidade de Corpus Christi seja ponto alto das celebrações do Ano da Eucaristia. Uma Semana Eucarística (ou ao menos um Tríduo Eucarístico) poderá ser uma oportunidade privilegiada de celebração em torno desse grande mistério. Sugere-se até mesmo a realização de algum evento de maior porte, como por exemplo um Congresso Eucarístico a nível Paroquial ou de Vicariato, onde for oportuno. Especial realce seja dado à abertura do Ano da Eucaristia (no domingo 10 ou 17 de outubro deste ano) e ao seu encerramento (no último domingo de outubro do próximo ano).

· Momentos especiais da vida paroquial como as celebrações da Primeira Comunhão Eucarística, as novenas das festas dos Padroeiros, as ordenações diaconais e presbiterais, os aniversários de ordenação, entre outros, insiram-se no contexto do Ano da Eucaristia.

· Quanto à conservação e veneração da Santíssima Eucaristia sejam rigorosamente observadas as normas estabelecidas na IGMR (n. 314 a 317), bem como as exigências do Código de Direito Canônico (Cân. 934 a 944) e as determinações do Sínodo Diocesano (n. 195).

3. A formação litúrgica

· Deus seja louvado pelos passos que nossa Arquidiocese tem dado no campo da formação litúrgica. Entretanto, lamentavelmente, em alguns ambientes, continua válida a triste constatação da IV Conferência Geral do Episcopado Latino-americano: “Descuidou-se a séria formação litúrgica segundo as instruções e documentos do magistério em todos os níveis” (SD n. 43).

· Os ministros ordenados se aprimorem de modo permanente para crescerem na compreensão e animação dos vários ministérios e na presidência da celebração dos sagrados mistérios (cf. CNBB, Doc. 43, n.191).

· É fundamental que os candidatos ao ministério ordenado se familiarizem com o espírito litúrgico e se preparem bem para presidir as celebrações e desempenhar as diversas funções litúrgicas (cf. CNBB, Doc. 43, n.190).

· Os irmãos e irmãs religiosos(as) tenham no programa de seu processo formativo a preocupação de transformarem a Liturgia em fonte da própria espiritualidade e de se tornarem animadores da celebração litúrgica (CNBB, Doc. 43, n.192).

· Os cristãos leigos e leigas sejam imbuídos do espírito litúrgico, tenham consciência dos mistérios que celebram e sejam capacitados para executar suas funções na Liturgia (cf. CNBB, Doc. 43, n.192).

· Os ministros extraordinários da Comunhão Eucarística, recebam especial atenção em sua formação. Entre os subsídios para tal formação incluam-se o Catecismo da Igreja Católica e o Ritual Romano: A Sagrada Comunhão e o Culto do Mistério Eucarístico fora da Missa.

· As equipes de liturgia e de canto, os acólitos, os leitores e todos os que exercem ministérios na Celebração Eucarística recebem especial formação, dentro da programação do Ano da Eucaristia, em vista do adequado desempenho de suas funções.

· As(os) catequistas dediquem-se ao estudo do Catecismo da Igreja Católica (especialmente o artigo que trata do sacramento da Eucaristia) e do novo Diretório Nacional de Catequese, (sobretudo o capítulo intitulado A Liturgia como fonte da Catequese).

· O Ano da Eucaristia articule-se com o Projeto Nacional de Evangelização Queremos ver Jesus, pois “a Eucaristia é o lugar privilegiado para o encontro com Cristo vivo” como nos recorda o Papa João Paulo II (EAm, n.35).

· Nos cursos, encontros, treinamentos e outras atividades formativas dentro da programação do Ano da Eucaristia, bem como na produção de material em linguagem popular (círculos bíblicos, cartilhas, novenas, material catequético e outros) levem-se em conta especialmente a Constituição sobre a Sagrada Liturgia do Vaticano II (Capítulo II: O Sacrossanto Mistério da Eucaristia); o Catecismo da Igreja Católica (Parte II – A celebração do mistério cristão – Artigo 3: O sacramento da Eucaristia); a Encíclica do Papa João Paulo II, Ecclesia de Eucharistia e sua Carta Apostólica Mane Nobiscum Domine; o Documento da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos Ano da Eucaristia – Sugestões e Propostas e a Instrução Redemptionis Sacramentum; o Documento 43 da CNBB Animação da Vida Litúrgica no Brasil e o Documento do Primeiro Sínodo Diocesano de Vitória da Conquista (especialmente os números 181 a 195).

Esta Carta ao Povo de Deus seja lida e estudada nas reuniões dos Vicariatos, dos Conselhos Pastorais Paroquiais (CPP), das coordenações das Pastorais Específicas e dos Movimentos Eclesiais, bem como nas Casas de Formação Sacerdotal e Religiosa, na Escola Diaconal, nos Cursos de Teologia e nas Comunidades Religiosas de nossa Arquidiocese. Estas orientações sejam colocadas em prática, de acordo com as circunstâncias e a realidade local, tendo sempre em vista o grande objetivo de fazer do Ano da Eucaristia um tempo especial de graça para a Igreja e de bênção para cada um de nós.

Por intercessão de Maria, Mãe da Igreja, o Senhor nos ajude a “nos aproximarmos com alegria da mesa de tão grande mistério para que, impregnados pela graça, nos transformemos na terra em cidadãos do Reino” (cf. Missal Romano).

Vitória da Conquista, 12 de outubro de 2004
Solenidade de Nossa Senhora Aparecida



+ Geraldo Lyrio Rocha
Arcebispo Metropolitano

fonte: www.sav.org.br